terça-feira, 20 de novembro de 2012

SEMENTES PARA REFLEXÃO



"As crianças não parecem pecadoras perdidas, mas Deus olha para o coração. Ela ainda não praticou muitos atos pecaminosos na vida, mas, têm muitos desejos maus no coração (Marcos 7:21), esperando somente a oportunidade de pô-los em prática.
 Se o coração humano é o que o Senhor diz em Marcos 7:21 e se Romanos 3:23 está certo, então nunca é cedo demais para começar a pregar o evangelho. Para tal, o Senhor não tem limite de idade: o Evangelho é a boa nova para todas as pessoas, boas ou más" (Hudson Pope)

domingo, 18 de novembro de 2012


CRIANÇAS ÍNDIGO
por Gilberto Celeti



“Quando as pessoas não acreditam em Deus, não é que elas não acreditam em nada,
elas acreditam em qualquer coisa.”
G. K. Chesterton



            No final do século XX o tema “crianças índigo” veio à tona. Um livro publicado nos Estados Unidos em maio de 1999, com o título The Indigo Children, escrito por Lee Carroll e Jan Tober, fez com que este assunto se tornasse bem mais conhecido. As doutrinas do Espiritismo é que dão sustentação a todo o argumento desses autores. Segundo eles, crianças índigo são crianças consideradas especiais, reencarnações de espíritos iluminados que chegam ao mundo com dons extraordinários; são super-sensíveis, intuitivas e visionárias, as quais resolveram encarnar agora, com uma missão ou um objetivo específico: mudar completamente o atual sistema de coisas. Há, na opinião dos autores e de outros esotéricos, uma grande quantidade de crianças índigo, que estão nascendo em toda parte desde o final do século passado, chamadas também de crianças fantásticas, crianças das estrelas, mestres, ou a esperança para o futuro da humanidade.
            Índigo é o nome de uma cor, entre azul e violeta. É também o nome da substância corante que serve para tingir de azul, ou anil. E ainda o nome da planta que fornece índigo, ou anileira. O nome índigo foi adotado para designar essas crianças especiais, tomando como base a doutrina da Aura, presente em várias religiões e tradições esotéricas. Índigo seria a cor da aura de tais crianças. A aura seria um elemento etéreo, imaterial, que emana e envolve seres ou objetos. Segundo o espiritismo, ela é uma radiografia de todas as vidas do homem desde o momento de sua formação espiritual, e vai evoluindo ao longo das sucessivas reencarnações. A aura conteria dados sobre o passado, sobre a vida presente e até mesmo tendências futuras.
            Vemos então que, além da doutrina da Aura, a doutrina da Reencarnação está presente na sustentação da ideia de serem essas crianças seres que estão numa esfera de evolução mais alta, e que podem, assim, fazer mudanças para a melhoria da vida aqui na terra. Seriam crianças superiores, fascinantes, fantásticas, fabulosas e que teriam percepções de realidades tais como: ver anjos, prever acontecimentos e viver num mundo imaginário em contato com fadas e bruxas.
            Os pensamentos a respeito das crianças índigo envolvem também a aceitação de que essas crianças promoverão transformações como, por exemplo, em relação à família — uma instituição considerada cheia de regras, que precisam ser ignoradas, abrindo espaço para outras opções de convívio, não mais na estrutura “arcaica” da família. Não só em relação à família, mas em diversas esferas da sociedade, essas crianças estariam aqui para nos ajudar na transformação do mundo. O que teríamos que fazer? Precisaríamos aprender com elas, escutando-as e observando-as.
            Segundo, também, o espiritismo, a tarefa das crianças índigo vai ser complementada pelas crianças cristal, uma outra categoria de crianças especiais e fantásticas.  
            Alguns pais, ao aceitarem essa teoria da existência de crianças índigo e cristal, acabam contemplando os próprios filhos como uma espécie de “deuses”, a quem precisam considerar como seus instrutores. Os filhos ensinando os pais; os filhos abençoando os pais. Os filhos sendo os portadores de uma sabedoria superior à qual os pais devem se submeter. Jan Tober e Lee Carroll chegam a afirmar, entre outras coisas, que “as crianças são tudo que elas precisam ser; elas são elas mesmas. Vamos deixá-las sozinhas para que elas possam ser exatamente o que são.”
            Tais ideias deveriam, no mínimo, causar estranheza a pessoas de bom senso. Para quem conhece e crê na Palavra de Deus, são um louco delírio. Porém, é espantoso observar como é grande o número de adeptos, defensores e divulgadores dessas ideias.
            Muitas pessoas têm escrito livros sobre o assunto, têm dado palestras, têm criado blogs e têm até escrito novelas sobre o tema. Uma destas é Elizabeth Jhin, que afirmou estar encantada pela questão das crianças índigo e cristal, o que a teria motivado a escrever a novela “Amor Eterno Amor”, veiculada pela Rede Globo de Televisão neste ano de 2012. A trama teceu em seu enredo, sem qualquer comprovação científica mas totalmente ancorada na parapsicologia e no espiritismo, a ideia das crianças índigo, por meio da personagem Clara. Elizabeth Jhin já havia escrito outras duas novelas para a TV Globo: “Eterna Magia” (2007), falando sobre bruxas, e “Escrito nas Estrelas” (2010), falando de um rapaz que era um “espírito desencarnado”. Estas duas novelas bateram recordes de audiência.
            Numa entrevista que foi publicada no jornal O Estado de São Paulo, a autora falou de sua paixão por Ivani Ribeiro, que era espírita praticante e escreveu novelas de sucesso com o alvo de divulgar o espiritismo, como foi o caso da novela “A Viagem”. Em outra entrevista, publicada no Blog TVG.GLOBO, uma das perguntas feitas a Elizabeth Jhin foi:
            O que a motivou a abordar a questão das crianças índigo e cristal? Acredita que o tema vai causar um impacto nos telespectadores?
            A resposta de Elizabeth Jhin foi: A questão das crianças índigo e cristal é bastante controversa e acredito que as pessoas vão se interessar muito pelo tema e tirar suas próprias conclusões. É surpreendente a quantidade de sites do mundo todo, não só de leigos e educadores, mas também de cientistas de grandes universidades, que se dedicam a falar e estudar o assunto; tanto do ponto de vista sociológico, antropológico e social, como do ponto de vista espiritual. Nesse aspecto, as crianças que nasceram a partir dos anos 80, e mais ainda a partir do ano 2000, estão vindo para ajudar a transformar a vida no nosso planeta, em seus aspectos espirituais, sociais, educacionais e familiares. Quem tem criança do terceiro milênio em casa, percebe e se espanta com sua precocidade e maturidade. A criança sempre foi e será “uma ideia de Deus”, que deve ser muito cuidada e amada. Mais do que nunca, as crianças “são verdadeiros presentes para os pais, para o planeta e para o Universo”.
            Outra novela a abordar o tema foi “Mulheres Apaixonadas”, de Manoel Carlos, que a mesma Rede Globo apresentou em 2003 e reprisou em 2008, na qual havia a personagem Salete, uma criança índigo, que tinha percepção da Luz, premonições, paranormalidade avançada e também via anjos.

LIÇÕES QUE PODEMOS TIRAR

            Aquele que crê que a Palavra de Deus é “lâmpada para os pés” e “luz para os caminhos” busca pautar sua vida pelo que Deus diz, e não pela sabedoria humana. Vamos comparar com a Palavra de Deus algumas das ideias, acima expostas, a respeito de crianças índigo.
            Em relação à aura humana, apesar da disponibilidade de detectores de alta sensibilidade para campos eletromagnéticos e radiação eletromagnética, propriedades comumente atribuídas a aura, não existe nenhum estudo que demonstre empiricamente a sua existência. Ninguém, até o momento, conseguiu demonstrar essa habilidade de detectar auras, apesar do enorme número de pessoas que dizem ser capazes de tal feito. Uma das características da aura, de acordo com os seguidores dessa ideia, seria sua luminosidade. Mas a Bíblia diz que o homem ímpio, sem Deus, está no escuro. Em Colossenses 1.13, 14 lemos sobre Deus Pai: “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.” E em 1 João 1.5-7 está escrito: “... Deus é luz, e não há nele treva nenhuma. Se dissermos que mantemos comunhão com ele, e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.”
            Em relação à reencarnação, que talvez seja uma das mais antigas ilusões religiosas, a verdade sobre tal assunto está claramente estabelecida numa preciosa passagem bíblica que afirma: “... aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo.” (Hebreus 9.27). A reencarnação visa o aperfeiçoamento ou evolução da pessoa. Mas a Bíblia afirma, em Efésios 2.8 e 9, que o homem será salvo somente pela graça e não por obras. “Pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.”  
            Se quisermos encontrar um ponto positivo em tudo que foi exposto, este poderia ser a ênfase em colocar a criança no centro das atenções. Vários conselhos são dados aos pais quanto à postura que devem adotar de compreensão e de amor para com os seus filhos, a fim de viverem na expectativa de que seus filhos têm uma missão superior a cumprir. Sim, este seria um ponto positivo, afinal os filhos são “herança do Senhor”. Este foco no valor das crianças é importante, especialmente numa época em que pais, em alguns contextos, estão “terceirizando” a educação de seus filhos; e em outros contextos, estão literalmente “abusando” de seus filhos, que são vítimas de maus tratos, de espancamentos, de toques com as mãos sujas da pedofilia.
            Jesus, em certa ocasião, colocou uma criança no centro das atenções dos seus discípulos, mostrando-lhes a necessidade de aprenderem a lição da humildade. Mostrou também a importância da criança, que deve ser bem recebida, como se recebêssemos o próprio Jesus; que deve ser tratada com respeito e dignidade, sem colocarmos tropeços na sua caminhada; que não deve ser desprezada e que deve ser alvo de cuidados especiais, assim como um cordeiro é alvo do cuidado de um pastor, porque não é da vontade de Deus que nenhum pequenino se perca.
            O que deve ser buscado, portanto, é um equilíbrio entre valorizar a criança, tal como o Senhor a valoriza, ao mesmo tempo em que reconhecemos a imaturidade da criança e a necessidade que ela tem de receber orientação, como lemos em Provérbios 22.6: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” 
            Além de orientação, a criança necessita de disciplina, porque “a estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela” (Provérbios 22.15), e a negligência na correção demonstra exatamente falta de amor à criança, pois “o que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina.” (Provérbios 13:24).
            A criança não é reencarnação de alguém que já tenha vivido no passado. Cada criança é formada e tecida no útero de sua mãe, tendo seu corpo e alma formados, de modo assombrosamente maravilhoso, por Deus. Nenhuma criança vem de alguma estrela distante ou de uma suposta vida passada. Elas vêm diretamente do poder criador de Deus, que as conhece plenamente desde quando eram ainda uma substância informe, enquanto seus membros, veias e ossos iam sendo formados. Leia o Salmo 139, versos 13 a 17.
            Olhar para a criança através da Palavra de Deus nos ajuda a ter os pensamentos corretos a fim de criar, ensinar, disciplinar e guiar as nossas crianças. É especialmente importante reconhecer que cada uma delas nasce com uma natureza pecaminosa, herança que trazem de seus pais (Salmo 51.5). Só uma criança nasceu neste mundo sem natureza pecaminosa – Jesus –, porque ele não foi gerado no ventre de Maria por um homem, mas pelo Espírito Santo de Deus.
            E porque a criança é pecadora, ela necessita ser evangelizada, isso é, ela precisa saber que Jesus é o Filho de Deus que veio a este mundo para nos libertar do pecado, o que de fato ele fez ao morrer na cruz como substituto do pecador que nEle confia. Esta mensagem “é fácil de entender, tão clara como a luz: em meu lugar pra me salvar Jesus morreu na cruz”. É tão singela que “mesmo um menino pode crer”. Jesus disse: “Quem crê tem a vida eterna” (João 6.47). Leve suas crianças o mais cedo possível a crer em Deus, colocando sua fé no Salvador Jesus, para que não sejam, como disse Chesterton, pessoas que venham no futuro a crer em “qualquer coisa”. Levar crianças à salvação em Cristo é que garante que haverá um bom futuro.
            Crianças índigo... um conceito que deveria encher-nos de indignação, como disse o salmista: “De mim se apoderou a indignação, por causa dos pecadores que abandonaram a tua lei.” (Salmo 119.53).
            Nunca é demais repetir que é necessário, com urgência, ganhar para Jesus a geração que vem chegando. Lembremo-nos de que Deus mesmo foi quem ordenou aos pais que ensinassem aos seus filhos sobre o Seu poder e as Suas maravilhas, a fim de que a nova geração pudesse confiar no Senhor sem jamais se esquecer de suas obras e ser obediente à Sua Palavra. Pois, se não fosse assim, corria o risco de vir a se tornar uma geração rebelde e andar de maneira contrária à orientação do Senhor (Salmo 78.4 a 8).

Esse artigo foi publicado na Revista "O Evangelista de Crianças" ano 58 - nº 229 - out-nov-dez-2012

terça-feira, 10 de abril de 2012

O que significa APEC Missão da Janela 0 / 14

O QUE SIGNIFICA MISSÃO DA JANELA 0 X 14


I) AS ÚLTIMAS PALAVRAS DE CRISTO

Faz quase dois mil anos que o Senhor Jesus disse: "Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura" (Marcos 16:15) e ao longo deste período tem sido escrita a história da Igreja — uma maravilhosa história da graça e do amor do Senhor e do trabalho inefável do Santo Espírito de Deus.

As últimas palavras do Senhor Jesus Cristo ficaram registradas em Atos 1:7,8 — "Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou para sua exclusiva autoridade; mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda Judéia e Samaria, e até aos confins da terra". E o texto continua: "Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos" (Atos 1:9).

Os primeiros discípulos ficaram com os olhos fitos no céu até que ouviram da parte de dois varões vestidos de branco: "Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu, assim virá do modo como o vistes subir" (Atos 1:11).

Quando Jesus retornará? Já são quase dois mil anos que Ele subiu aos céus. Estaria Ele sendo retido pela longanimidade de Deus o Pai, que tem os tempos e épocas sob Sua exclusiva autoridade? "Há todavia, uma cousa, amados, que não deveis esquecer: que, para com o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos como um dia. Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento" (2 Pedro 3:8,9).

Para o homem o tempo é dois mil anos. Para Deus, porém, é de apenas dois dias, e mais do que nunca é necessária a obediência à ordem do Senhor de pregar a toda criatura e ir até aos confins da terra. Não há nada mais digno a ser realizado do que esta tarefa.

II) A TAREFA DA EVANGELIZAÇÃO MUNDIAL

"O campo é o mundo" (Mateus 13:38). O crescimento da população mundial, ou o fenômeno da explosão demográfica, é uma realidade. Estudos indicam que 2/3 dos habitantes da terra jamais ouviram falar de Cristo.

Os missiólogos, para melhor compreender a tarefa da evangelização mundial, adotam determinados esquemas, como por exemplo:

1) O esquema dos três mundos:

• O Mundo A — O mundo não evangelizado e que nunca ouviu falar de Cristo.

• O Mundo B — O mundo que já ouviu falar de Cristo mas que não é cristão.

• O Mundo C — O mundo chamado cristão, composto por todos aqueles que se denominam cristãos.

2) O esquema do evangelismo E-0, E-l E-2 e E-3.

Trata-se de uma escala para medir a distância que o missionário deve percorrer desde sua própria cultura até conseguir evangelizar pessoas de outra cultura.

• E-0 (Jerusalém) — Este nível da escala inclui a tarefa de ganhar para Cristo os próprios filhos dos crentes. Não há quase barreiras para ultrapassar. O caminho a percorrer é pequeno.

• E-1 (Judéia) — Implica em ganhar para Cristo as pessoas de sua própria cultura, as quais não pertencem à Igreja de Cristo e são cristãos só de nome.

• E-2 (Samaria) — Envolve ganhar para Cristo pessoas de uma cultura parecida, mas não idêntica à do missionário. Podem ser grupos que até vivem perto do missionário, mas que têm características distintas. Às vezes exige-se um certo deslocamento e uma adaptação a certos costumes diferentes, embora não seja necessário o aprendizado de uma nova língua.

• E-3 (Confins da Terra) — Neste nível, o missionário terá que percorrer um caminho bem longo, necessitando aprender uma nova língua e devendo estar consciente de que evangelizará pessoas de uma cultura totalmente diferente da sua.

3) O esquema das duas janelas

a) a janela 10/40

No início da década de 90, alguns pesquisadores estudaram o mundo, procurando identificar quais as nações com maiores necessidades espirituais, e descobriram que entre 1O e 40 graus de latitude norte, estendendo-se do norte da África através da Ásia até o Japão, vivia a maior população mundial sem oportunidade de ouvir o Evangelho.

Esta região foi denominada JANELA 10/40 e tem sido hoje o alvo de concentrado esforço missionário.

b) a janela 0/14

Trata-se de uma janela não geográfica mas das faixas etárias.

Diante da pergunta: “Com qual idade você conheceu a Jesus Cristo como Seu Salvador Pessoal”, a pesquisa revela que, em cada grupo de 100 crentes:

04% receberam a Cristo depois dos 30 anos;

10% receberam a Cristo entre 15 e 30 anos;

35% receberam a Cristo entre 10 e 15 anos;

50% receberam a Cristo entre 4 e 10 anos;

01% receberam a Cristo entre 0 e 4 anos.

Observe bem que dentro da JANELA 0/14 temos 86% de decisões por Cristo.

O escritor George Barna chega a afirmar que o maior desafio hoje é formar uma geração com cosmovisão bíblica cristã, e que se uma pessoa não for conduzida a uma experiência pessoal com Jesus Cristo antes dos 15 anos de idade, as chances desta decisão ser tomada depois cai para apenas 6%.

III) CONCEITUANDO A JANELA 0/14

Dentro da tarefa evangelística/missionária, há uma janela que não tem sido levada em consideração — trata-se da janela 0/14.

Janela 0/14 é um conceito que vem sendo adotado pela Aliança Pró-Evangelização das Crianças, no Brasil, para identificar mais de 60% da população mundial, que não só não tem recebido a devida atenção por parte das igrejas e organizações missionárias como também tem sido, em muitos casos, totalmente negligenciada. A janela 0/14 inclui as pessoas de todo o mundo que estão na faixa etária de 0 a 14 anos.

Um fato impressionante é que 60% a 85% das pessoas que tomaram uma decisão ao lado de Cristo e hoje pertencem a uma igreja evangélica, o fizeram entre as idades de 0 a 14 anos.

IV) OLHANDO PARA O MUNDO ATRAVÉS DA JANELA 0/14

Quem olhar com cuidado para a janela 0/14 contemplará uma triste realidade: as crianças, em todos os continentes, têm sido marginalizadas, desprezadas e abusadas.

1) Na área educacional — Existem milhares de crianças analfabetas ou semi-analfabetas, sem acesso à instrução que possa lhes abrir portas para um desenvolvimento intelectual.

2) Na área familiar — É crescente o número de crianças inseguras por causa dos desajustes familiares e da ausência dos pais na formação de seus filhos. Muitas crianças acabam vivendo a maior parte do dia em escolinhas, creches ou com parentes. Alie-se a isto a falta de uma disciplina sadia e dentro dos preceitos bíblicos e temos a "receita" para fazer surgir uma geração rebelde.

3) Na área física — Não se pode precisar o número de crianças traumatizadas pelos maus tratos corporais (espancamentos, queimaduras, mutilações, falta de alimentos, roupas e remédios). Quem descreverá a aflição das crianças que passam pelos campos de refugiados ou vivem em países onde há guerras?

4) Na área psicológica — Não há estatísticas que informem quantas crianças vivem perturbadas pelas ameaças, humilhações e privações de ordem emocional.

5) Na área religiosa — Há um sem-número de crianças enredadas nas malhas das religiões e seitas, nas quais a Salvação depende das boas obras e do esforço pessoal, ou onde o ocultismo, a feitiçaria e a superstição estão presentes.

6) Na área sexual — Atualmente, milhões de crianças vivem humilhadas, sendo levadas a participar de práticas eróticas, exploradas no comércio da prostituição e usadas na indústria da pornografia. O estupro é outra experiência traumática que deixa duradouras marcas.

7) Na área social — Quantas crianças, abandonadas pelos pais e pela sociedade, perambulam pelas ruas das principais cidades do mundo?

8) Na área trabalhista — Em muitos lugares, as crianças são exploradas, sem garantia de emprego, sendo submetidas a jornadas excessivas de trabalho em atividades das mais penosas e difíceis, algumas até ilegais. Há crianças que ficarão com a saúde irremediavelmente afetada devido aos trabalhos que realizam.

Este quadro desolador e constrangedor pode ser encontrados em todos os níveis sociais, sem exceção, e nos leva a clamar: o povo da janela 0/14 necessitaa ouvir o evangelho.

V) OLHANDO PARA A IGREJA ATRAVÉS DA JANELA 0/14

Embora haja igrejas que investem nas crianças, procurando suprir as necessidades dos seus "cordeiros" da janela 0/14, há muitas igrejas que se preocupam apenas em usar as crianças como “iscas”, literalmente, para atrair os seus pais e avós, sem um genuíno interesse na evangelização de discipulado das crianças. O quadro geral é bem desanimador:

• Poucas pessoas habilitadas para ministrar a Palavra de Deus às crianças de forma correta. Os professores são despreparados.

• Poucas atividades envolvendo as crianças em experiências de aprendizado e de serviço ao Senhor: Escola Dominical, EBF, Campanhas, Encontros, Coral Infantil, Sociedades Internas, Acampamentos, etc.

• Pouco material didático apropriado para o trabalho: quadro de giz, flanelógrafo, retro-projetor, slaides, vídeo, trabalhos manuais, cartazes, fantoches, etc.

•Pouco interesse em investir para se dar o melhor, em todos os aspectos, para que as crianças tenham prazer em estar na igreja e possam conhecer a Salvação em Cristo e crescer na vida cristã.

• Pouca convicção quanto ao fato de que uma criança pode e necessita nascer de novo, reconhecendo que é pecadora e que o sacrifício de Jesus na cruz em seu lugar é suficiente, e que ao receber a Cristo ela passa a ter a vida eterna.

Se uma pessoa, enquanto é criança e faz parte da janela 0/14, passar pela igreja sem receber a Cristo como seu Salvador pessoal, corre o risco de tornar-se apenas uma pessoa "igrejada".

Se a igreja não se preocupar em evangelizar as suas próprias crianças, evangelizará as outras crianças da sua vizinhança, de outras cidades, de outras nações? Infelizmente, não

VI) OLHANDO PARA A BÍBLIA ATRAVÉS DA JANELA 0/14

Há muitos textos nas Escrituras a respeito das crianças, e em sua maioria estão na forma de mandamentos:

1) Deuteronômio 6:6,7—"Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te e ao levantar-te".

2) Deuteronômio 31:12 — "Ajuntai o povo, os homens, as mulheres, os meninos, e o estrangeiro que está dentro da vossa cidade, para que ouçam e aprendam, e temam ao Senhor vosso Deus, e cuidem de cumprir todas as palavras desta lei".

3) Provérbios 22:6 — "Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele".

4) Mateus 18:5,14— "E quem receber uma criança tal como esta, em meu nome, a mim me recebe... Assim, pois, não é da vontade de vosso Pai celeste que pereça um só destes pequeninos".

5) Marcos 10:14-16— "Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança, de maneira nenhuma entrará nele. Então, tomando-as nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava".

Tanto no Velho como no Novo Testamento, o povo de Deus é desafiado a conduzir as crianças ao Senhor e ensiná-las nos Seus caminhos. A Bíblia é clara em mostrar que a criança é pecadora (Salmo 51:5) e necessita colocar a sua confiança em Deus (Salmo 78:7) para não vir a se perder (Salmo 78:8 e Mateus 18:14).

Jesus também ensinou claramente que a infância é o tempo ideal para a salvação (Mateus 18:1-4). Não é a criança que tem de tornar-se adulta para receber o reino de Deus; pelo contrário, é o adulto que precisa tornar-se como uma criança.

VII) OLHANDO PARA A EXPERIÊNCIA ATRAVÉS DA JANELA 0/14

Como já foi mencionado, 60% a 85% das pessoas que hoje são nascidas de novo, fizeram esta decisão entre 0 e 14 anos. Por quê? Uma criança tem características próprias, que são favoráveis a que venha receber a Cristo:

• É humilde e facilmente reconhece que é pecadora.

• Está numa fase da vida quando é mais fácil crer.

• Está menos presa a vícios e pecados.

Após os 14 anos a situação é completamente diferente: o orgulho, a incredulidade, a desconfiança e o pecado vão dominando o coração. Também há crescentes pressões que vão surgir em sua vida após os 14 anos, as quais aos poucos vão excluindo Deus: muitos estudos, muitas atividades interessantes, a influência dos colegas, a necessidade de trabalhar, etc.

Tem sido comprovado que, na faixa etária dos 15 aos 30 anos, o número dos que fazem a sua decisão por Cristo diminui para 10% a 25%.

A prova de que, à medida que a idade avança, torna-se mais difícil uma decisão por Cristo, está nas estatísticas que afirmam que acima dos 30 anos o número de decisões cai para 5% a 15%.

Se a experiência tem demonstrado que nesta janela 0/14 o trabalho é mais frutífero, por que não se avança com mais estratégias para alcançar este "povo"?

As crianças necessitam urgentemente de algo ou alguém em que possam firmar sua vida, pois há muita instabilidade ao seu redor. Só o Senhor Jesus pode ser este firme fundamento, não apenas para o tempo mas para toda a eternidade.

Outro dado muito importante e significativo é que 70% a 85% dos missionários que avançam mais para anunciar o Evangelho, aprendendo uma nova língua e deixando a sua própria cultura, também fizeram sua decisão por Cristo na faixa etária antes dos 14 anos. Este tipo de missionário é o mais necessário para se completar a tarefa ordenada por Jesus!

Ganhando-se uma criança para Cristo, ganha-se não apenas uma vida salva para toda a eternidade mas também uma vida útil ao serviço de Deus.

VIII) OLHANDO PARA O IMENSO DESAFIO DA GRANDE COMISSÃO ATRAVÉS DA JANELA 0/14

Numa população mundial acima de seis bilhões de pessoas, um pouco mais de três bilhões, seguramente, são crianças:

340 milhões na África;

350 milhões na América;

l,9 bilhão na Ásia;

300 milhões na Europa;

150 milhões no Oriente Médio;

15 milhões na Oceania.

Só no Brasil, o número de crianças até 14 anos de idade chega a mais de 60 milhões.

Pode-se afirmar que, quantitativamente, o maior desafio para a Igreja do Senhor Jesus Cristo nos dias de hoje é alcançar a janela 0/14. Em Mateus 18:14, Jesus disse: "Não é da vontade de vosso Pai celeste que pereça um só destes pequeninos".

É urgente que as igrejas e organizações missionárias trabalhem com afinco para ganhar o maior número possível de crianças, através das mais variadas estratégias, seja nas igrejas (EBFs, Campanhas, Eventos, Escolas Dominicais); seja nas casas dos crentes (Classes de 5 Dias, Classes de Boas Novas); seja em Instituições (Hospitais, Creches, Escolas); seja nas ruas, nas praias, nas beiras de rios, nos acampamentos, nas tribos mais distantes, etc.

Já estamos na 2ª Década do Século 21. Jesus retornará em breve.

A Igreja está avançando em todas as direções para alcançar todos os povos, até aos confins da terra. Muito trabalho está para ser realizado. A seara é imensa e os trabalhadores são poucos. Olhemos com cuidado, com dedicação, com amor, com esperança, com fé para a janela 0/14 e avancemos para alcançar todas as crianças do mundo inteiro com o precioso Evangelho de Cristo!

Venha para missões na janela 0/14.

Venha fazer parte do TIME DA APEC – a missão da janela 0/14!

Gilberto Celeti
(11) 8350-1474
superintendencia.apec@apec.com.br